“Vão acabar com a Praça Onze”, diz um verso do clássico samba de Grande Otelo e Herivelton Martins. É nesse clima de decadência que quem passar pelo Terreirão do Samba, na Praça Onze, vai se sentir. Fechado desde abril, quando a estudante de Odontologia Maria Fernanda Ferreira de Lima, de 20 anos, morreu ao ser eletrocutada ao encostar numa estrutura de ferro, o espaço segue sem previsão de reabrir.

A Secretaria Municipal de Cultura (SMC), responsável pela administração do equipamento cultural, afirmou que mantém conversas com o Corpo de Bombeiros para regularizar a situação e que há um projeto em andamento para readequação do espaço. Diz também que o espaço permanecerá fechado até que esteja regularizado e, que “os artistas interessados em realizar eventos podem contar com os outros 62 equipamentos da pasta”.

Até lá, o reduto do samba segue sem evolução. O local já apresenta sinais de abandono. Os toldos do palco principal estão rasgados, há mato se espalhando pelo terreno, lixo, e até uma carcaça de moto está abandonada no local.

Foto: Alexandre Cassiano

(Fonte: https://extra.globo.com/noticias/rio/fechado-terreirao-do-samba-segue-sem-definicao-23886255.html)