Zé Barbeiro e Dinho Nogueira falam sobre o reconhecimento do choro fora do Brasil

O Brasil é um país rico em estilos musicais, da bossa nova ao pop. No século XIX, o tradicional choro, também conhecido como chorinho, caiu na graça dos brasileiros e tornou-se um importante símbolo da cultura popular. Mantendo a tradição, o duo de violonistas Zé Barbeiro e Dinho Nogueira reforça a expressividade do choro dentro e fora do país, conquistando reconhecimento e apreço pela tradicional música brasileira ao redor do mundo.

Em celebração ao Dia Internacional da Música, 1º de outubro, instituído em 1975 pelo International Music Council, Dinho Nogueira comenta sobre a representação do choro por onde tem passado com seu parceiro Zé Barbeiro durante sua turnê internacional, com apenas dois violões. “Após uma série de concertos e oficinas que realizamos na Europa, Portugal, Holanda, França e Bélgica, ficou claro para nós que música brasileira é muito valorizada no exterior. Há o entendimento de que no Brasil existe a maior miscigenação cultural do mundo, ou seja, aqui nós temos uma grande diversidade de raças, religiões e culturas e que isso acaba resultando na qualidade da nossa música”, afirma o músico.

“Somos recebidos com muito carinho em todos os países em que passamos. E isso nos dá mais vontade de continuar em outros lugares, apresentando um pouco mais da origem do choro, que é importante parte da identidade brasileira. Em nosso novo álbum, por exemplo, apresentamos canções com temas de Ernesto Nazareth, um dos grandes nomes do maxixe – que é considerado um subgênero do choro”, completa Zé Barbeiro.

A música no cotidiano do brasileiro

Uma pesquisa divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil revelou que 50% da população brasileira ouve músicas online. Deste total, 29% têm o hábito de ouvir diariamente.

Os dados traduzem a realidade dos brasileiros, que encontram na música um alento em momentos difíceis e a enxerga como uma razão para encontrar amigos e familiares. No caso do duo Zé Barbeiro e Dinho Nogueira, a música se tornou um projeto de vida, uma forma de sustento e realização profissional e pessoal.

SOBRE ZÉ BARBEIRO E DINHO NOGUEIRA

Zé Barbeiro

Uma das maiores referência do violão de sete cordas da atualidade, Zé Barbeiro é violonista e compositor, além de representante tradicional e contemporâneo do choro. O músico também foi vencedor do Prêmio Pixinguinha e o Prêmio Baú Cultural com o álbum No Salão do Barbeiro (2011). Suas composições já se aproximam da terceira centena e tem músicas gravadas por grupos de outros países. No ano de 2018 sua obra foi tema de defesa de doutorado pela USP-SP, com o título, Violão Velho, Choro Novo, já disponível na web.

Dinho Nogueira

Mineiro, nascido e criado em uma família de músicos, aos seis anos já atuava profissionalmente na área. Formado em violão clássico e em guitarra MPB/Jazz pelo conservatório de Tatuí (SP), hoje, além de violonista, Dinho também é compositor, professor e arranjador. Em 2015, gravou seu primeiro álbum autoral, intitulado de Amanhecer de Minas. Em sua carreira, já se apresentou ao lado de artistas como Hamilton de Holanda, Alessandro Penezzi e Paulinho Pedra Azul, entre outros.